sexta-feira, 25 de abril de 2008

7º ANO: HEBREUS E FENÍCIOS

A religião hebraica e a escrita alfabética dos fenícios
Moisés
A História dos Hebreus
Os hebreus foram um povo originário da Mesopotâmia (região de Ur) emigrando para a Palestina em 1800 a.C, à procura da "terra prometida" por Deus.Alguns anos mais tarde, cerca de 1.750 a.C., os hebreus emigraram para o Egipto, fugindo de uma grande seca na Palestina.
Em 1250 a.C., os hebreus iniciaram o regresso à Palestina, pois estavam a sentir-se oprimidos pelos egípcios e foram comandados pelo profeta Moisés ( o êxodo).
A Herança do povo hebreu consiste, essencialmente, na sua religião - um monoteísmo baseado na fé em Javé ou Jeová, Deus único. Este monoteísmo, produto de longa evolução religiosa que culmina com Moisés, exerceu influência através dos séculos e constituiu-se o antecedente do cristianismo.
Moisés "conduziu o povo de Israel até ao limiar de Canaã, a Terra Prometida a Abraão". Foi no Monte de Horebe, na Península do Sinai, que recebeu os Dez Mandamentos do Deus de Abraão, escritos "pela mão de Deus".


Os Fenícios - um povo de navegadores e comerciantes















Os Fenícios ocupavam a costa mediterrânica a norte da Pales­tina e nunca formaram um Estado unificado do ponto de vista político. As suas principais cidades ­Tiro, Ugarit, Sídon e Biblos - eram cidades-estado independentes umas das outras, com leis e administração próprias.
Localizadas numa estreita faixa terra, pobre, compreendida entre as montanhas do Líbano e o Mediterrâneo Oriental, a sua situação geográfica condicionou a sua principal actividade: o comércio marítimo. A madeira de cedro, existente em abundância nas florestas do Líbano, permitiu-lhes criar uma frota que dominava grande parte do comércio do Medi­terrâneo.
Além disso, as rotas caravaneiras vindas do Oriente ter­minavam nas cidades da Síria, como Damasco, possibilitando aos Fenícios o acesso aos produtos do Oriente, através de trocas comerciais com as cidades sírias.
Tornaram-se, durante o 1.° milé­nio a.C., grandes intermediários entre os povos do Mediterrâneo, comprando num lado e vendendo noutro. Da produção e exporta­ção próprias, constavam objectos de metal, de cerâmica e de vidro, assim como tecidos de lã e de algodão, frequentemente tingidos de púrpura, uma tinta de cor arroxeada retirada de um molusco - o murex - existente nas costas da Fenícia. Embora pro­duzissem objectos em grande número e a baixo preço, faziam também peças de grande perfeição e requinte.





A sua colónia mais importante foi Cartago, no Norte de África, fundada pelos habi­tantes da cidade de Tiro em 814 a.c., para servir de ponto de apoio ao comércio no Mediterrâneo Ocidental. Cádiz, cidade no sul de Espanha é também de fundação fenícia.


A Escrita Alfabética

Os Fenícios, tal como outros povos que viviam do comércio, necessitavam, para as suas inúmeras transacções, de uma escrita simples e acessível. Em Biblos, inventou-se um alfabeto de 22 letras ou sinais (só consoantes), desenhados com uma grafia original. Surgiu, assim, uma nova escrita de tipo fonético, em que cada sinal não representava já uma ideia ou um objecto como na escrita hieroglífica do Egipto, mas um som.
Posteriormente, os Gregos transformaram algumas das consoantes fenícias em vogais. Acrescentaram novos caracteres e escreveram da esquerda para a direita (a escrita fenícia fazia-se da direita para a esquerda).
Formaram, assim, um alfabeto mais com­pleto, que os Romanos, por sua vez, adaptaram e que nós ainda hoje utilizamos.
Artesanato Fenício
Os artesãos produziam peças de grande qualidade técnica e artística em vidro colorido, ouro, marfim... que os comerciantes vendiam por todo o Mediterrâneo.

ACTIVIDADES
1. Agora vais experimentar escrever o teu nome com as letras do alfabeto fenício.
2. Escreve o teu nome em hieróglifos egípcios:

1 comentário:

Anónimo disse...

João, adorei o texto, bem simples e claro. Pena não conseguir visualizar a legenda do mapa, que seria muito útil para meu projeto. Se puder, favor entre em contato no e-mail calcaduarte@gmail.com